A savelha

Alosa fallax (Lacépède, 1803)

Ordem: Clupeiformes
Família: Clupeidae


Savelha
Saboga, sabela, zamborca
Twaite shad

 

Espécie anádroma, pelágica e eurihalina. A savelha entra no rio Minho um pouco mais tarde (a partir de Março) que o sável (Alosa alosa), fazendo uma viagem mais curta para chegar ao local da reprodução. Há contudo, evidências de existência de reprodução entre sável e savelha, dando origem a híbridos. Pensa-se que a sobreposição de locais de postura tem a ver com a redução de habitat provocado pela construção de barragems. Em termos científicos ainda não está completamente esclarecido tratar-se de duas espécies distintas.

 

Na sua migração para montante não se alimenta. No entanto, isto pode alterar-se no seu regresso ao mar, após a reprodução.As savelhas são particularmente apreciadas pelos pescadores desportivos e lúdicos.

 

Morfologia

Corpo alargado e comprido. É visível na parte superior do opérculo uma sequência de 4 a 8 manchas escuras, por vezes ausentes ou pouco marcadas. Apresenta uma coloração acinzentada no dorso e prateada no ventre. A mandíbula chega até ao bordo posterior do olho, que possui uma membrana adiposa. Não apresenta dentes no vómer. A barbatana dorsal é curta, possuindo entre 19 a 21 raios (4-6 duros; 12-16 moles). A barbatana anal é formada por 20 a 24 raios (3-4 duros; 16-22 moles), a barbatana peitoral por um raio duro e 13 a 16 moles, sendo a barbatana ventral constituída por um raio duro e 8 a 9 moles. A coluna vertebral é formada por um conjunto de 55 a 59 vértebras. A espécie similar, no rio Minho, é o sável (Alosa alosa), podendo distingui-los através do número de escamas da linha lateral e pelo número de espinhas branquiais. A savelha possui menos de 70 escamas na L.L. e entre 40-60 espinhas branquiais que são curtas e menores que os filamentos branquiais.

O peso comum dos exemplares capturados do rio Minho é aproximadamente 1 Kg, variando o comprimento entre 35 cm e 45 cm, podendo atingir um peso máximo de 1,5 Kg e um comprimento de 60 cm. Pode viver durante 25 anos. Alimenta-se de zoobentos.

 

Biologia

Espécie anádroma, pelágica e eurihalina.

 

Entra no rio na Primavera, não subindo tanto como o sável, e ao contrário deste, pode reproduzir-se várias vezes. Os ovos desenvolvem-se no leito do rio. Os juvenis, quando atingem cerca de 10 cm migram ao mar e crescem alimentando-se de crustáceos planctónicos.​

Life ccle alosa fallax
 

Distribuição

O seu habitat disponível na bacia hidrográfica do rio Minho vai até à barragem da Frieira.

 

Conservação

Espécie autóctone. Sofre perda de habitat pela construção de barragens. É sensível à diminuição da qualidade de água.

- Libro Rojo de los Vertebrados de España​: (V) Vulnerable

- Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal: (VU) Vulnerável

 

Pesca

Importância comercial média.

  • No estuário: tresmalho. O algerife, arte vocacionada para o sável, capturava também savelhas. Deixou de se usar quando diminuiu drasticamente, no final da década de 60. 

  • Entre Monção e Melgaço: botirão e cabaceira

Na zona de Valença é comúm a captura na pesca desportiva utilizando como isco o revestimento de fio elétrico (cor vermelha).

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